
MARI-PB — As urnas de 2026 deixaram um número que já começa a ser analisado nos bastidores da política de Mari: Aguinaldo Ribeiro ampliou sua votação no município em mais de 41% dos votos em relação a 2022.
Esse crescimento é matematicamente maior inclusive do que os votos desse ano dados ao deputado estadual do ex-prefeito Antônio Gomes nessa disputa: 628 Votos a Ana Lorena
Valeska também impressionou no número de votos (com o apoio da Vereadora Tânia do professor Josa) ao candidato a deputado estadual Eduardo Brito: 1.237 votos. Empatando tecnicamente em 3° lugar no pleito local de 2026 com Marcos Martins e seu candidato Diego Tavares: 1.245 (apenas 8 votos de diferença).
E é justamente nesse cenário que o nome da vereadora Valeska, esposa de Jobson, ganha destaque.
Em relação ao candidato Dr. Damião, apoiado pela atual prefeita da cidade, Lucinha da Saúde, a vantagem foi tímida, quase 50 votos. Somando 2.225 votos para o federal da prefeita que esse ano esteve em 2° lugar.
Valeska esteve ao lado de Aguinaldo Ribeiro nesta eleição, e o desempenho do deputado passou a ser observado por diferentes setores da política local como um indicador da capacidade de articulação do grupo.
2026 alimenta uma discussão que vai além da votação individual do deputado: qual é o tamanho real da força eleitoral do grupo de Jobson e Valeska?
Nos bastidores, a avaliação é de que a atuação de lideranças locais voltou a ter peso importante na construção das votações de candidatos que disputam cargos estaduais e federais, e não somente a prefeitura deteria essa força. Grupos de outros vereadores de Mari também demonstraram votações expressivas para deputados nesse ano.
O grupo formado em torno de Jobson e Valeska vem sendo observado como uma estrutura com capacidade de mobilização que pode ultrapassar os limites de uma candidatura individual.
A pergunta que começa a circular em Mari é direta: Se o grupo conseguiu ampliar a votação de um candidato a deputado federal, qual seria o tamanho dessa força em uma disputa municipal?
Hoje, Valeska é declaradamente apoiadora e uma das vereadoras mais abertas e atuantes junto a Prefeita Lucinha para o próximo pleito municipal.
Sera que a prefeita continuará tendo Jobson e Valeska até 2028? E outra coisa, como alguém como Jobson que mau aparece na midia e nos palanques consegue articular um grupo tão organizado. É justamente essa possibilidade que movimenta as conversas políticas.
O resultado de 2026 não responde sozinho à pergunta, mas acrescenta um dado novo à equação eleitoral de Mari.
E agora?
Com a eleição encerrada, os números começam a ser transformados em análises sobre 2028.
A votação de Aguinaldo Ribeiro em Mari será inevitavelmente colocada na mesa quando se discutir o peso das lideranças locais e a capacidade de articulação dos diferentes grupos políticos.
Se esse resultado representa apenas uma fotografia de 2026 ou o início de uma nova fase da força política do grupo, as próximas movimentações deverão responder.
Por enquanto, uma coisa é objetiva: os números mudaram — e os bastidores de Mari perceberam.