Oposição tenta viabilizar CPI para investigar leilão de arroz pelo governo federal

Conab confirmou anulação de compra de grãos da última semana. Sócio de empresa vencedora já trabalhou com secretário do governo que foi exonerado nesta terça (11)

11/06/2024 às 16h33
Por: Jackson Souza
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Oposição tenta viabilizar CPI para investigar leilão de arroz pelo governo federal

Após o governo federal cancelar o leilão de arroz importado realizado na última semana, a oposição tenta viabilizar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no certame.

O deputado Luciano Zucco (PL-RS) tem colhido assinaturas de colegas desde a última semana. São necessárias 171 assinaturas na Câmara para possibilitar a abertura da CPI.

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No início da tarde desta terça-feira (11), o governo federal confirmou a anulação do leilão. A informação foi dada pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. A jornalistas, ele confirmou ainda a exoneração do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.

Um dos sócios da empresa que venceu um dos lotes do leilão é Robson Luiz de Almeida França, que atuou como assessor de Geller quando o político ainda atuava como deputado federal. Apesar de nenhuma irregularidade ter sido apontada, a preocupação está no fato de França ser sócio da Foco Corretora de Grãos - empresa responsável por arrematar 11 lotes do leilão para compra de arroz.

Além disso, França também é sócio do filho de Geller em uma empresa responsável por intermediar negócios agrícolas. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, Geller pediu a exoneração nesta terça e o pedido foi aceito.

“Hoje pela manhã o secretário Neri Geller me comunicou, fez uma ponderação, quando filho dele estabeleceu sociedade com esta corretora do Mato Grosso, ele não era secretário de política agrícola. Não há fato que desabone ou que gere qualquer tipo de suspeita, mas que de fato gerou transtorno, e por isso colocou cargo à disposição”, disse Fávaro.

Como será o novo leilão
Ainda sem entrar em detalhes de como será o novo certame para a compra de arroz, o presidente da Conab definiu que haja uma mudanças nas regras para importação, a fim de tornar o leilão mais seguro e menos suscetível a fraudes.

“Pretendemos fazer um novo leilão quem sabe em outros modelos para que a gente possa ter garantia que vamos contratar uma empresa com capacidade técnica e financeira [...]. A decisão é anular este leilão e proceder um novo mais ajustado”, declarou Pretto.

(com informações de Pedro Nascimento)

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