Caso Júlia: Acusada de matar filha diz que não se lembra do momento que esfaqueou criança

A morte aconteceu em outubro de 2023.

11/06/2024 às 16h08
Por: Jackson Souza
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Acusada de matar a filha de 1 ano a facadas, em João Pessoa, Eliane Nunes da Silva disse durante depoimento no júri popular, nesta terça-feira (11), que está arrependioda e que cometeu o crime em um ato de desespero, negando que tenha agido por vingança contra o pai da criança. A morte aconteceu em outubro de 2023.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, a mulher esfaqueou a pequena Júlia 26 vezes e cometeu o crime após o então companheiro, e pai da criança, decidir terminar a relação com ela. O júri acontece no Fórum Criminal de João Pessoa.

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A ré Eliane Nunes da Silva quando foi ouvida disse a todo instante que desde o fato tenta entender por que fez aquilo e que estaria arrependida do fundo do coração, que queria muito voltar atrás para que a filha estivesse novamente nos braços dela.

Segundo ela, o então marido, pai da criança, é que seria ciumento, e, inclusive, sempre acontecia deles romperem, desde a época do namoro. O rompimento, segundo ela, era geralmente por meio de mensagem de texto enviada por ele.

Antes de Eliane, foram ouvidos o pai da criança, o policial civil que identificou o corpo da criança dentro do berço, todo ensanguentado, e o pai de Eliane.

O júri teve início com a juíza fazendo uma série de questionamentos ao pai da vítima , que está participando do julgamento por meio remoto, pois hoje mora no interior de São Paulo. Felipe Cavalcante disse que o relacionamento deles era bastante tumultuado e havia muita crise de ciúmes por parte dela, mas que ela era uma boa mãe.

"Tínhamos muitos desententimentos, era uma relação muito complicada. Mas na minha frente, com Júlia, ela era sim uma mãe carinhosa, tratava muito bem a filha. O que acontecia por trás de mim eu não tenho como falar", contou.

Eliane é acusada do crime de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de meio cruel. O Ministério Público ainda pede o aumento de pena pelo fato da ré ser mãe da vítima e pelo crime ter sido cometido contra uma criança,

O promotor de justiça Demétrius Castor, antes do júri ter início, destacou em entrevista à TV Cabo Branco, que irá sustentar a impossibilidade de defesa da vítima e a crueldade da execução tendo em vista que a vítima foi uma criança de 1 ano de idade e as circunstâncias em que o crime ocorreu. "Ao ver do Ministério Público, a moça vai ser condenada em todos os termos da pronúncia", pontuou.

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Já o advogado de defesa da ré, Jardiel Oliveira, sustenta que irá contestar a qualificadora de motivo torpe. "Não há qualquer elemento nos autos, seja por meio de testemunho, seja por meio do inquérito policial, de que ela realmente teria feito isso para tentar chamar a atenção do então companheiro", disse.

Com PolíticaJP

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