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COLUNISTA

SEGUINDO O FLUXO, OS SINAIS

Por Juliano Azevedo

Juliano Azevedo

Juliano AzevedoFilho, neto, irmão, amigo. Mineiro, cosmopolita, viajante, turista. Urbano da fazenda. Da roça. Esotérico de fé espiritualista. Romântico, pensador, político, cidadão. Jornalista, professor universitário, publicitário. Mestre em Estudos Culturais. Amante da televisão, de séries, de livros, de guias de turismo. Sou assim: um sujeito que se veste de diferentes formas, que ouve os mesmos discos, mas curte todos os gêneros, que possui heróis incomuns. Sou vários Uniformes, sou Juliano, o escritor.

13/07/2019 13h32
Por: Redação JKR Notícias
(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

H. 

H.

O.

Elementos químicos. Conexões. A menor forma. Molécula essencial para a vida. 

Várias moléculas unidas. H2O + H2O + H2O + H2O + H2O + H2O = ÁGUA, em abundância.

Uma molécula. Duas. Três. Uma gota, duas, três. Pingo, pingo, pingo. Reunidos na intensidade, na quantidade. Tudo correndo normalmente, no fluxo que deve ser. Seguindo o caminho direcionado pelo tubo na parede. O cano cumprindo sua missão. Levando água para usos diversos. 

O acúmulo, a força, a pressão. O tempo determina a utilidade do cano. Desgaste, uso indevido, material ruim, o tempo. Mesmo visto como um ato negativo, por determinado período, cumpriu o destino. Chega o momento da observação de outras saídas. 

Tanto bate, tanto fura. Se um dia vai para o ralo, em outro vai para a parede. Vazamento. Internamente. Uma gota, duas, três, quatro. 

Bate, bate, bate. O furo está em milímetros. Moléculas espertas (ou dispersas) respiram numa fuga silenciosa, calma, lenta. Porém, outras também anseiam o desvio da rota. Suspiram pela curiosidade daquele túnel. O furo se amplia. Mede-se em centímetros, decímetros... O cimento absorve. O tijolo encharca. 

Falta espaço. Moléculas rebeldes alcançam o azulejo, outras empurram o reboco. Estufamento. O cenário fica oco: vazio de concreto; cheio da fluidez do líquido. Acúmulo. Sufoco. Respiração. O excesso, a falta. Precisa-se de espaço. 

Uma gota, três, seis, nove... Umidade. Pequenas gotas ganham a liberdade. E com ela, as consequências. O mofo. A doença. A asma. Muita umidade. A inutilidade, mas o alerta, pois as gotas não são solitárias. Aparecem em altas potências matemáticas. 

Com energia, com violência, enfrentando as barreiras. São fluidas no processo natural. Contudo, rígidas na ultrapassagem dos obstáculos. O vazamento só cresce. 

Não há impedimento para a água que busca outro sentido para a própria vida. Arrebentam. Destroem. Limpam o que há pela frente, pelos lados. Unidas têm consistência, pois se apropriam do leito. Correm para o mar, sentindo o chamado da base, da mãe. E vão...

Para a água, ganho. É o destino que cabe, traçado. Missão. O simbólico da água é a prosperidade. Espiritualmente, indica purificação, batismo, renascimento, bênçãos, forte ligação com as emoções, vitalidade e fertilidade. 

Cuidado com os vazamentos. Para quem convive: perdas. Com o fluxo contínuo, lá se vão sonhos, metas, dinheiro. Canos vazando, torneira pingando, desperdício de água é prosperidade indo embora. Represamento de energia, falta de proteção.

Que seja o melhor fluir. 

Juliano Azevedo

Jornalista, Professor, Escritor, Terapeuta Transpessoal.
Mestre em Estudos Culturais Contemporâneos

www.blogdojuliano.com.br

E-mail: [email protected]

Instagram: @julianoazevedo

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