‘Fomos anjos para ela ou para ele’, diz secretário sobre pedido de namoro interrompido em JP

Apesar da proibição, os jovens em João Pessoa continuam promovendo aglomerações na Orla da Capital. As chamas batalhas do passinho reúnem cada vez mais pessoas e a Guarda Municipal precisou agir energicamente. No meio da confusão, uma adolescente teve o pedido de namoro dispersado pelos agentes. (Veja vídeo abaixo).

De acordo com o secretário de Segurança de João Pessoa, sargento Denis, a interrupção não foi ao pedido, mas sim, pelo fato de os adolescentes estarem dispostos da mesma maneira dos que participavam das batalhas, promovendo aglomerações. Ele brincou: “Fomos anjos da guarda para ela ou para ele”.

O sargento alegou que aquela era a única maneira de dispersar, pois havia muitas pessoas. O secretário ressaltou que não está reprimindo nenhuma ação cultural. “Poderia ser balé, capoeira, religioso, qualquer tipo e evento não pode. Tem que pedir permissão à prefeitura para usar caixa de som, tem que ter ordenamento, senão chega 3 mil pessoas em um espaço que só cabe 500. Está proibido, ninguém teria autorização. Recomendamos desligar as caixas de som, porque aglomeração, mesmo de máscara, ainda transite o vírus tocando em objetos contaminados, passando a mão e assim por diante”, disse.

Sargento Denis também citou o caso do cantor sertanejo Cauã, que desdenhou da covid-19 e se contaminou, passando muito tempo internado além de levar para a família, contaminando pai e mãe. “Ontem ele se desculpou por ter desrespeitado. O jovem pode não ter nada, mas leva o vírus para casa e pode ser o agente que vai matar a sua família”, alertou o secretário.

“Nós perdemos dois companheiros e sabemos quanta dor existe. Talvez você não passou por isso, mas existe. Ninguém morreu em João Pessoa por falta de atendimento, mas podemos retroagir, ter normas mais restritivas de novo por conta das pessoa que não se deram conta que não pode voltar”, finalizou.

Marília Domingues/Marcos Antônio (o Águia)

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